Na penumbra da noite
Irrompida por um raiar de luz luana,
Passo as mãos pela tua pele
Dando voltas tumultuosas na cama.
Os dois juntos como um só
Amava-te a cada segundo,
Como num ar puro sem pó
Uma inspiração que me enchia de amor profundo.
Nunca pensei na sorte que tinha em te ter.
Nunca parei para pensar e temer.
Vivia apenas para ti e para o teu ser,
Precisando de ti para respirar e viver.
Na fugacidade do amor sentido
Eis que surge um revés
Tu deixaste-me para um mundo melhor partindo,
E eu querendo viver esse sonho mais uma vez.
Sete meses se passaram e eu continuo a viver a dor
Que me deixaste involuntariamente com a tua partida,
Relembro todo o poderio do nosso amor,
Mas não me esqueço a hora que me deixaste numa paz sofrida.
A vida andou,
O mundo se moveu,
O vento passou,
Mas fui eu quem te perdeu.
Agora recordo com saudade
Não o amor mas a tua existência,
Sinto falta da vontade
Que se evaporou mas fica a experiência
De um amor sentido outrora,
E escrevendo este poema recordei
Essa fatídica hora.
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